segunda-feira, 16 de março de 2009

Na 1ª Pessoa por Paula Reis



Pediram-me para escrever um pequeno texto que descreva o meu dia relativamente a acessibilidades.

Começo a manhã por levar o meu filho à escolinha. Como vou a pé tento ir com segurança no passeio mas é impossivel. Com os carros estacionados indevidamente nos passeios sou eu que tenho que ir na estrada.

Perto da escola existe uma curva muito apertada e como não tem visibilidade, peço ao meu filho, que vai no passeio com toda a segurança, e porque cabe entre os carros para avançar um pouco e ver se vêm carros para eu poder seguir. Ou teria um acidente.
Depois de ele estar na escola, pego no meu carro e sigo para um dos meus voluntariados.

A Junta, no Banco de voluntariado, onde não existe um lugar de estacionamento para pessoas com deficiência. Tenho que procurar um lugar favorável onde possa tera total abertura de porta para que possa tirar a minha cadeira de rodas.

A acessibilidade da Junta não existe pois era um edificio antigo onde não estava previsto trabalhar uma pessoa com deficiência. Se tiver que almoçar fora de casa tenho que procurar um restaurante ou café com acessibilidade e também, e mais importante com casa de banho adaptada, o que é deveras dificil.

Ao fim da tarde apanho o meu filho e levo-o ao ginásio para a piscina ou karaté. Quanto ao ginásio não tenho nenhum problema, está todo acessivel. Mas não existe um rebaixamento de passeio à entrada e o passeio é muito alto para cavalinhos.

Tenho que dar a volta ao quarteirão onde existe um rebaixamento e que me permite aceder ao passeio em segurança.

Se durante o dia tenho que ir correios, supermercado, finanças, é uma aventura. Se existe lugar para estacionar, provavelmente está ocupado por pessoas não muito civilizadas e sem qualquer tipo de deficiênciaque o ocupam indevidamente.


Se são finanças, sou recebida à porta pois existe lugar para estacionar mas na entrada só existem escadas.

É assim como podem perceber: o meu dia é sempre uma aventura cheia dedesafios a transpôr. Não impedem os mesmos que o sorriso se estabeleça na minha cara desde que me levanto até à hora de me deitar.

Paula Reis








1 comentário:

  1. OLá, Paula! Adoro a sua maneira positiva de estar na Vida!
    Gostaria de lhe enviar um mail. Como posso fazê-lo? Procurei pelo seu contacto de e-mail, porém não encontrei.
    Obrigada pela atenção e bem haja, Paula!

    Dina Costa

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